quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

As mudanças climáticas

 

O clima diversificado e complexo 

De cima e embaixo de um legado perplexo

E renegam as mudanças 

Se cegam perante as más alianças 


E colocam representantes que subestimam a natureza 

De que não se tocam nesses instantes que intimamente vem dessa certeza 

Os fatos batem no calor intenso 

Dos relatos reais de um volume de chuva imenso 


Os ecossistemas estão sofrendo com os sistemas do ego 

E só ligam para os temas que estão vendo no aconchego 

O tempo vai fluindo sem parar 

Nesse templo verde e azul no universo que tende a ampliar 


O problema é quando tudo ficar irreversível 

Onde nenhum dilema vai edificar de forma incrível 

É triste saber que o mundo levou bilhões de anos pra chegar onde está 

Para se caber meros alguns humanos que se herdou como machões sem soma de cá 


E depois

Não há dois

A verdade arde por mais

E já será tarde demais




A negligência aérea

 

Na tal ave de aço
Nada resistente nem no traço
Num céu imprevisível
Dum véu nada visível

O transporte mais próximo do universo
Sem suporte para um ótimo seguro de cada ser diverso
De tantos protocolos
Só entram em prantos aos parentes e dos que não podem voltar aos colos

Ao ápice mais importante
A hélice para a cada instante
Na falta de um olhar responsável
Da palta de enxergar o que parecia impensável

Apesar de seguro, desde os dos anos noventa não caíram poucos
Não há aturo para os que saíram a favor dos lucradores loucos
De centenas de sonhos e alegrias que se foram
Se foram os risonhos e as harmonias que os que ficam só se choram

A responsabilidade pela vida devia ser prioridade
Duma cumplicidade da chegada até a ida com lealdade
A saudade ainda baterá
De um luto que jamais se sucumbirá

🖤





terça-feira, 28 de janeiro de 2025

O perigo do fundo do abismo

 

É imporem a religião na política 

De usar a fé e essa legião na escola fatídica 

A educação e a crença não se misturam

E muito menos a vocação sistêmica do palanque que atuam 


E normalizarem cultos em todos os lugares 

É deixarem voltar os insultos daqueles tempos antigos e vulgares 

O desastre que seria um líder religioso ser mais importante que o Professor 

A catástrofe que se teria se a falta do senso precioso for mais interessante que o lecionador 


Eles estão se espalhando para fisgarem os confusos 

Deles que se unam captando os que deixarem os próprios fusos 

E se transformarem os campos essenciais em igrejas 

Os abismos virão afirmarem que esses tempos sociais não estarão bem em festejas 


E se continuar assim 

Haverá uma perseguição sem fim

Dos outros povos diversos 

De outras formas de pensares de universos 


A filosofia própria de cada

Vai se perder o que se confia na própria escada

E ao invés de subir para o progresso consciente 

O viés é decair ao desprogresso não ciente 




segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

O alto preço de ser passível e indiferente

 

Um indivíduo que não grita pelos seus direitos

Não liga pro duo que agita em teus trejeitos 

De que há lados que disputam 

No que já tem legados que se lutam


A desculpa de que nada o vai afetar 

E só se culpa naquilo que sai apenas no lado pessoal que flertar 

Enquanto os poucos clamam pela união da coletividade consciente 

Do tanto dos loucos que proclamam pra noção dessa diversidade de gente 


O jeitinho brasileiro irá custar caro a longo prazo

Se fazem de fininho o tempo inteiro sem saber se contará com o abraçar sem atraso

E acham que política é só pra quem é político 

Mas esquecem que tudo funciona dessa forma lírica real e com o senso crítico 


No desespero só clamam pro misticismo 

Dum clero que amam e cativam o achismo 

Se distraem com aquilo que os convém e sem profundidade 

E traem daquilo que contém apenas futilidade 


Enquanto boa parte se torna assim 

O tanto que voa algo fora da arte não tendo um fim

E mesmo com o saber,a prática fica sem entreter

Do apenas caber em quantidade e a tática que tem sem ao mínimo de algo entender


É preciso agir

Não esperar alguém vir

E quanto mais empurra com a barriga 

O canto só se esmurra e vai atrair ainda mais uma natureza de briga 




domingo, 26 de janeiro de 2025

O João de Barro

 

Uma existência alada caseira 

Duma exigência levada a vida inteira 

Nos barros que catam 

Dos carros que embaixo passam 


Os de cores pastéis alaranjados 

Das flores em países naturais e arrumados 

Os ventos se guiam de lá

Nos tempos que vigiam de cá 


Uns assobios desses bicudos 

Duns fios nesses trucudos 

Mas estão unidos 

E continuarão reunidos 





sábado, 25 de janeiro de 2025

A chaminé nos avós

 

E quantos momentos 

De muitos e tantos em sentimentos 

Nos que somavam 

Dos que comemoravam 


Desde os aniversários 

Aos bons papos de adversários 

Aquele cheiro de capelette 

Daquele bucho cheio de leite 


A mesa recheada pro café da manhã

Da certeza empenhada e com fé se repetia num outro amanhã

E quando se chegava 

Aquela pequena vovó já abraçava 


Embora a casa ainda está 

A gente chora por não ser como antes lá

De uma imensa saudade que aumenta 

Duma intensa lealdade que se orienta 


As boas memórias se eternizam

Das trajetórias que se priorizam

E dessas pedreiras elevadas

Por essas vidas inteiras vivenciadas 






sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

A mão delicada

 

A mão da delicadeza

Não disfarça a pureza

Do escrever da poesia

Ao desenhar na maestria 


E de que cada traço 

Forma um valioso laço

Somente quem cria

Sabe da mente que procria 


No cumprimento gentil 

Até na simpatia do momento sutil 

Na arte que se espalha 

Nada atrapalha 


A que descreve

Na que toca e não se atreve

Se esforça 

E também faz a força 





quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Aos Ateus

 

O ateísmo do progresso

Um sismo realista e do processo

Do abraçar com a ciência 

De se traçar com a razão e a consciência 


Da liberdade para as novas descobertas 

Em realidade com provas a cada tempo e concretas 

No demonstrar aos olhares 

De encontrar em muitos outros lugares 


O acreditar se torna algo naturalizado

Sem precisar ser um ser fanatizado 

E aberto ás questões diversas 

Entre o esperto em opiniões favoráveis e dispersas 


E valoriza a cada átomo

De que prioriza a essa escada em domo

Por toda a física até a geografia 

De toda a matemática até também a química em grafia 




O brasileiro

 

O brasileiro precisa amar mais a própria cultura 

De todo inteiro que se decida mais em ser a própria loucura 

No cinema valioso

Do dilema esperançoso


De ler mais

Do entender por iguais 

E respeitar as diferenças 

De não extremar em crenças 


Em ter a filosofia própria 

De manter a autonomia sóbria

No entender que o Brasil é diverso 

E entreter que ser gentil é a flora nobre do universo 


A gente é brasa da chama

Na mente que abraça e proclama 

E somos uma fortaleza

Assim como de uma imensa natureza







quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

A orquídea

 

Uma flor que alegremente embeleza

De toda a cor que lindamente se preza

No vaso que a acolhe 

Do caso que se recolhe 


Ela é regada 

Dela é bem cuidada 

Na delicadeza que se expandiu

Da sutileza que se viu


No seu gesto primaveril 

Do manifesto contra o mais vil

E muito além do comum 

A sua existência é alguém que vale mais que um 




terça-feira, 21 de janeiro de 2025

A recordação eternizada

 

É que eternamente recordarei 

O teu sorriso que sempre amei

A sua existência estará em meu coração 

Da ampla permanência horária de emoção 


O abraço acolhedor 

Desse laço vencedor 

Um imenso aprendizado

Num intenso legado 


Do verdejante bioma sutil 

Como o viajante gentil 

A saudade que fica 

Na liberdade que estica 




A inutilidade da Guerra

 

A guerra é o exagero da estupidez humana
Só ferra em um bagageiro na rispidez tirana
Não há lados vencedores
Nem alados heróis merecedores

São pró morte
Tiram a vida sem sorte
Só lágrimas
Sem lástimas

Uma ferida imensa
Duma dolorida perca intensa
Descansa
E cansa




segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

A perca de alguém querido

 

E inesperadamente perdemos alguém 

Num de repente uma reação que vai além 

O tempo até para em richa 

Do vento que assopra até cair toda a ficha 


Era uma pessoa fortemente gentil 

Uma fera em coragem em mente sutil

Um filme passa pela cabeça 

E todas as recordações se repassam como uma nobre cena de peça 


Na hora aquilo de valioso foi arrancado da gente 

Só se chora daquilo que é precioso de nunca mais ouvir aquele "oi" amado e contente 

Uma dor no momento 

Duma flor arrancada pela raiz num chão de cimento 


E só os os anos nos aliviarão 

Mas os planos dessa cura não nos esquecerão 

Pois laços tem memórias 

Entre dois laços e duas histórias 




Não perca tempo

 

Seja no tempo que for passar

Esteja no vento que for voar

Não importa o quanto passará

Nem se a porta bata o tanto até o que se fechará 


Só sei que flui

Dó relutei no que fui

Na nota da música 

Da torta bem rústica 


Era do gosto de ouvir

A fera de agosto a rugir

No rir

E ir


Não gostam desse jeito que eu expresso

Nem notam nesse peito o que contesto 

É apenas uma forma simples de falar

Só por que se torna a segunda boca sem rosnar 


O lobo uiva

Do globo curva

A estrela que se guia

E ela protege e vigia 




domingo, 19 de janeiro de 2025

Na rua do paralelepípedo

 

Na rua de um imenso palavreado 

Que se situa ao intenso tempo levado

Um canto do sossego

Dum espanto contra o ego


E mais distante da cidade umbralina 

Em pleno instante em liberdade fina 

Na árvore que acoberta 

Do ar que respira e se esperta 


Os poucos estão a frente da própria era

Dos loucos que seguram as mãos contra a imprópria fera 

E a gente torce que um dia preservem 

Tanto na mente e no que sente e se guia no que positivamente em alegria fervem 




sábado, 18 de janeiro de 2025

A gente toca

 

E que o amanhecer que tocamos 

Do reconhecer que proclamamos 

Nas nossas revoluções 

Dentro de vossas boas lições 


E aprendemos no raiar do sol

De como também armar o anzol

Pra pescarmos nesse céu 

De depois soltarmos longe do bréu 


No recomeçar de um dia 

Para se lançar no próprio guia

Sem medo de seguir em frente 

No desde cedo em fluir de forma contente 




Os ciclos que ocorrem

 

Alguns ciclos se fecham

Dos triciclos que recomeçam

Desde os trajetos mais sutis

No combate aos momentos hostis


Uma grande transformação se revela

Para que na ampla ação nada se rebela

É preciso aceitar as mudanças 

Na esperança de que se formem as justas alianças


Mas a história nunca fará esquecer

Por que essa trajetória mostrou o que deixaram acontecer 

Pode se dizer que podemos respirar melhor

E sermos mais fortes para nos livrarmos do pior


Ainda há muito chão

Para polir a mínima noção 

De restaurar o que molda uma sociedade

No recuperar contra o fanatismo e a falta de verdade


E que venham as forças para esses pilares

De amor e caridade para os humildes lares

Um pedaço de oportunidade aos que lutam

E mais abraço da coletividade que relutam 




sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

O dia que ficou dourado

 

O dourado do céu

No adorado em véu

No pequeno São Bento

E assoprava o sereno vento 


Depois de um temporal

E Oxum passou com o seu manto atemporal

Como num abraço abençoado 

Desse traço bem herdado 


Na pedreira que se eleva

Numa peneira que se observa 

A gente filtra nas inspirações 

E não se infiltra sem por as boas ações 





A gente nasceu assim

 

O que somos realmente 

Faz morada em nossa mente

O preconceito é o maior desafio 

Mas a gente bate no peito e não rompemos o fio


De todas as dores

Resistiremos com os amores

Pois o ódio 

Não terá outro episódio 


A gente deseja 

Se sente e almeja

De mais harmonia

E com mais empatia 


 🌈




quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

A Rosa

 

E por mais comum que ela seja

A sua beleza ainda se festeja 

Do seu cheiro adocicado 

Dum dia inteiro aflorado 


Na delicadeza de suas pétalas 

Da sutileza de tuas nobres e até alas 

Ela dança no vento da estação 

A sua aliança com o tempo e a emoção 


Desde o Pequeno Príncipe da história 

Até a Rosemon e a Roserade em animes com a trajetória 

Um símbolo da amorosidade 

No estímulo da mocidade 







O Brasil

 

Ele se dividiu cada vez mais 

Dele se pariu uma mania de mais desiguais

Um povo passível ao invés do possível 

Dum renovo imprevisível por á pés do impossível


Uma acomodação digitalizada 

Numa união apenas mais rede socializada

E cadê a auto soberania?

Do por quê ainda há tanta tirania?


A brasa vermelha não emerge sem as raízes 

Da casa verde,amarela,azul e branco não reerguem sem respeitar as matrizes 

Desde o norte ao sul que se floresce 

Entre o oeste ao leste que jamais se esquece 


Os analfabetos e os estudados precisam se entenderem 

Das Anas e dos Betos respeitados que se unificam pra juntos aprenderem

É preciso falar mais a linguagem do povão

Daquele imersivo na simplicidade que ainda vê a televisão 


Há irmãos nossos não tocados pelo estado

Já serão mais tempos perdidos e nem abraçados com um legado 

O poder não deve ser mais importante que o básico 

Pra não se perder num montante e momento trágico 


...




quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

A fúria de uma pessoa gentil

 

Um amigo fiel em sua gentileza

Não teme o inimigo infiel fora da natureza 

E protegerá á todos em instantes

Todos aqueles que elegerá nos seus laços mesmo os distantes


Mas quando ele é humilhado 

Não é compreendido e nem escutado 

O moço bondoso entra no abismo 

Num poço danoso que se encontra num fundo sismo 


Se a escuridão dele o domar em si

A luz dele não voltará a se espalhar em ti

Por isso não desvalorizem os gentis 

Se empatize é priorizem os não hostis 


O melhor amigo dele primeiramente 

É aquele que mora no coração dele e na mente

O amor por ele existir

Pra combater a dor de não coexistir 





A luz e o ventilador

 

O que ilumina 

Na luz que culmina 

Junto ao vento que assopra

E oriundo ao tempo que sobra 


Do ventilador girante 

No gesticulador farsante

O verão presente que está fresco

Nem parece aquele sermão latente e indo em cheio ao refresco


A energia vai passando 

E o preço aumentando 

Um sistema que só maltrata o povo

De um lema que retrata a cada realidade de novo 




terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Todos nós estaremos aqui

 

E estaremos aqui 

Mesmo se o passado estiver longe daqui

O presente vai presenciar 

Do que se sente com a arte que vai expressar


As mulheres estarão 

Os LGBTs continuarão 

Dos negros que prosseguem 

Nos indígenas que seguem 


Os reparos históricos vão surgir 

Dos declaros retóricos que não irão fugir 

A história e a arte são aliadas da verdade

Na trajetória e toda a parte que são coligadas com a realidade 


Para os opressores não se deve a anistiar 

E muitos menos deixar esses agressores deixar a ignorância procriar

Não se perdoa quem é pró morte 

Nem se doa a quem usa aos pró vida como sorte


O tempo é implacável 

Um templo louvável 

De olhar para trás e não repetirem

Que haverá um pouco de paz se todos resistirem









A Pedreira

 

A pedreira do interior teresense capixaba 

Uma herdeira e de valor na natureza que nunca acaba

De onde corta o rio quinze de agosto

No que recorda um lugar de bom gosto


Em sua altitude preciosa

De tua plenitude temerosa 

É vista mesmo de longe 

Numa pista de sabedoria como a de um monge 


Os lugares expressam 

Aos olhares sensíveis que atravessam 

De que é muito além de uma visita 

No se tornar um alguém que aprecia e possibilita




sábado, 11 de janeiro de 2025

O gato amarelo

 

O amarelado ser do legado

De um arisco e amado 

Nos miados que ecoam 

Aos chamados que ressoam 


Ele observa atentamente lá fora

Nele se reserva alegremente e comemora 

Nas suas recordações 

Em tuas entonações


Do adormecer prolongado 

Desde o amanhecer recém chegado 

Até no final da tarde

E depois na noite que se vem de verdade 




A coloração

 

E do preto umbralino 

Ao teto de forro fino

Da pálida cara branca 

Se é válida a tara franca 


Em meio a quase madrugada 

Bem cheio á crase alugada 

Desse aportuguesado linguístico 

Nesse condecorado meio místico 


A estranheza espanta o normalizado

Ela é a sutil forma de pureza que jamais espanta o conscientizado 

Uma coloração que merece mais respeito 

Que está na noite de toda a lunação e na prece se nosso peito


Nós somos a religação de nossa existência 

Nos tornamos mais a ação da vossa persistência 

De que crença pessoal nenhuma é a verdade absoluta 

Mas sim a experiência fatídica contínua e muito mais de uma de uma verdade que muda e se permita 


🖤




sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

O Fogo de Artifício

 

E apesar de colorido

Vai causar um som dolorido

Para aqueles mais sensíveis 

Como os daqueles mais mansos suscetíveis 


Os olhares que apreciam

Não se enxergam em amares que se sensibilizam

De um novo ano ilusório 

Mas a realidade vem de um renovo do viver em relatório 


É preciso conscientizar 

Numa era digital e quase vulgar 

De onde as gerações não se respeitam 

Que ao invés de se unirem elas só se conflitam e peitam 




O transparecer genuíno

 

A gente tenta transparecer

Mesmo num mundo que se faz parecer

Em meio aos pequenos gestos

Bem cheio os serenos manifestos


Ás vezes a nossa própria existência não suportamos

Outrora bem sóbria pra um persistência que precisamos

Por que conhecer melhor o que somos em cada detalhe

É entender para nunca sermos apenas para os outros um mero retalhe


Ser uma espécie de crença 

É se perder na essência e se jogar na descrença 

Acaba se tornando um ateu de si

E se desaba pra ir se transformando um fanático fora de si


Por isso o conhecimento é poder

Junto com a prática e no discernimento se auto reconheder

De ir abraçando com a história 

Para se poder seguir lançando na trajetória 


Não quero que isso seja visto apenas como uma poesia

Só espero que saibam que se festeja também como uma cortesia

De algo que estou tentando expressar

Num jeito de poder me pronunciar 


De me desprender dessa densidade

No aliviar e sem depender de minha total identidade

Um hora o peixe do mar quer conhecer uma foz do rio

Assim como um feixe no ar que quer saber da voz e do vazio


E uma fagulha de eternidade é fazer dessa arte

Duma agulha que costura nessa realidade que faz parte

O tempo passa aos olhares do calendário mecânico 

Do alento se passa por pensares e dum armário orgânico 


Não quero me tornar nada exagerado

Só desejo presenciar algum existir marcado

De que naturalmente se fixa aos laços tocados

No emocional e na mente que se fica nesses pés descalços herdados








O nevoeiro no amanhecer

 

E amanhece em nevoeiro

Se compadece com o trilheiro

Depois se um sonho estranho 

Em dois se fazia em risonho do chorar em banho


De onde o anoitecer ligeiro vai se despedindo 

Um mês nada inteiro e curto se instinguindo 

A parte de um verão totalmente desregulado

Na arte se então emocionalmente descontrolado


Espero que seja a luz no fim do túnel desde então 

Desespero seria o fim da luz no túnel em porão 

De onde os conscientes são perseguidos

E os delinquentes voltam a serem reerguidos





 



quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

As florzinhas

 

As florzinhas rosadas

Não tão sozinhas e largadas

A natureza que as acompanham 

Na pureza que as lhe banham 


De tão pequenas 

De nascidas e serenas 

No solo bem cuidado 

Ao colo que vem herdado 


E quando chove elas se alegram 

De quando descobrem elas celebram 

E são penteadas pelo calmo vento 

Assim como adoradas em seu próprio tempo



 





Ás noves e poucos

 

E ainda ás nove e pouco 

Isso é calor que se prove por louco

A consciência climática está em poucas consciências 

Até a ciência na prática não está mais nas lousas das paciências 


E quando surge algo inesperado 

Preferem acreditar num misticismo falso e despreparado

Ao invés de reconhecerem as próprias falhas

De viés a se contorcerem nessas sóbrias migalhas 


O ser humano se mimou demais em explorar

Deixou esse lado humano e se rumou aos campos espaciais pra fugir do real lugar 

Mesmo se nenhum crença existisse mais 

Não deixaria de existir a descrença a estupidez do homem aos demais 


No telhado de um teto 

De grelhado ao manifesto 

Estamos abaixo de quase tudo 

Para quê se achar o sabe tudo?




quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Se revele

 

E quando a gente se revela

A nossa essência acende como a vela

Das lágrimas que descem como se fosse a cera

Sem lástimas que regem assim por inreira


Uma aventura que se inicia

Duma ternura de valentia

A jornada de cada dia precioso 

Na honrada via de um ato valioso


E a mente que se abre cada vez mais

Ela consente do que reabre no que se fez por iguais 

Assim compreendemos melhor ao nosso redor

No afim de entendermos o valor de cada cor 


Não perdemos por aprender

Nem ganhamos por desaprender

Tudo se soma de algum jeito

E só quem vive sabe o que mora dentro do peito


🌟🌌

.


O rabiscar nebuloso

 

E que possamos também aproveitar a cada amanhecer uma nova forma de despertar. 


No rabiscar de cada nuvem

Do jeito solar que se vem

Na escada e no peito

E se vem na largada  do espaço estreito 


É confuso

Na fé do fuso

Até o fluir do som

Indo a pé sem fugir do tom


O olhar reflete 

De um ar que se repete

Bem longe do mar

E tem o monge do lar


  🌄💙




A libélula,a nuvem e a flor amarela

 



A libélula se adapta a cada ambiente 

Se liberta e se capta na sua velocidade ciente

Um ágil feito em inseto 

Dum volátil jeito certo


Na nuvem viajante

A que vem branca e dissipante 

Ela se leva pelo vento

Depois se renasce noutro tempo


Já a flor amarela vívida 

Tem essa cor por ela nada tímida

A delicadeza em cada fotossíntese

Em sua beleza por toda a sua boa síntese 


...

 ❤






O mamoeiro e companhia

 

No mamoeiro

Ao cacaueiro 

Da bananeira

Há vida inteira


E tudo vai nublando 

Em estudo sai se herdando 

De entender mais a flora

E entreter mais o viver do agora


Os dias comuns também somam

Em guias alguns no além se proclamam

Em meio ao mormaço 

Vem em cheio ao nosso laço


 🌳☁️






Uma guilda

 

Se fosse uma guilda de brasão azulado

Seria uma aventura de um escalão do legado

Apesar de solitário e não clamo por dó

De alegar o gesto solidário eu fiquei assim só


Nas pelagens braçais

Das viagens leais

Do imaginário que se expandiu

De todo o horário que já se emitiu


O tempo vai passando

Ao vento que sai se guiando

A gente espera

E sente e não se desespera


Ás vezes temos uma fortaleza que quase não acreditamos 

Das outroras vezes que não tememos nessa falta de sutileza que aceitamos 

Os insensíveis jamais entenderiam 

E tão pouco os seres horríveis que só zombavam e riam 


Talvez a gente não é feliz de verdade e toda hora

Vai chegar a vez que na mente se luta na tristeza e transborda o que chora

É na dor também que aprendemos

De que nem toda a flor crescerá no mesmo jardim que a colhemos 


A vida mostra quem são os nossos colegas e amigos 

Na ida e chegada nos demonstram os que dão trevas e são inimigos

Enquanto soubermos que somos amigos da nossa existência 

Saberemos o quanto sempre vencemos a cada dia com amor próprio e sem desistência 




terça-feira, 7 de janeiro de 2025

A lua e a sua delicadeza

 

A delicadeza lunar

E na certeza de algum lugar

A sensibilidade que bate

Da suavidade que se rebate


Um pequenina de uma tremenda fortaleza 

Que vai dando a maresia até uma forte onda de correnteza

A maré vai subindo em cada degrau 

Em sua livre fé sai e vai sumindo contra qualquer mau


Se a natureza for no fundo a real fonte das divindades que tanto clamam

Por que insistem nessa dureza em um profundo afronte contra as suas reais vontades que tanto proclamam?

Mas os humanos tão pequenos perante ao universo

Querem serem além de humanos por se acharem serenos  por causa de montante de poder em seu verso


Vai chegar um dia que se ficar tudo nebuloso

Irão gritar por um guia pra resgatar a visão da lua nesse tempo duvidoso

Enquanto os tais iluminados continuam em si

O tanto de mal amados que insinuam só por ti


Aqui na terra é apenas uma passagem

Daqui que enterra nas raízes os aprendizados em mensagens

O cada hoje é muito mais importante que o ontem e o amanhã

De ser fadada ao que tem em montante no que jamais escondem o que se pode fazer numa manhã


 🌛🌜




E que cor é ?

 

Eu nem sei que cor é

Meu bem só dei a flor daquele jardim sem tripé 

Se guarda o que se veste 

E resguarda no que se preste 


Ás vezes parece uma mistura solidificada

Na prece que se vai de uma loucura determinada 

E antes de tudo tu tinha cabelos verdejantes 

Em meios aos estudos se continua os elos dos viajantes 


Te furtaram a vida 

No que serraram até a sua ida 

Será que a irmandade da flora irá se vingar ?

Verá se de verdade como se chora por ser um má consciência vulgar 




O amanhecer

 

O amanhecer é o parir do dia

De reconhecer o que se pode se rir como um guia

Desde o que protege e o que viaja

Nesse que se rege e assim encoraja


Do inspirar do renascer da luz solar

De se revirar pra perceber o que se reluz pode tocar

Nas sensações que emanam

Das boas razões que proclamam


É uma oportunidade de mais um sopro iluminado 

Até mesmo como um relembrar da antiguidade como um potro recém chegado

De que galopa na vida

Como uma tropa na chegada e na ida


 🌄




Em algumas nuvens

 

E algumas nuvens no mesmo céu 

Das plumas que vem nessa natureza em véu

Na pedreira em alguns quilômetros 

De certeira se tem por uns metros


Os olhares comuns enxergam até onde os convém 

Já aos que veem e se entregam imaginam entre o real com o além


Mas fazem tudo apressadamente 

Se refazem sem um estudo bem aprofundamente 

E conspiram sem um pingo de realidade 

Depois se piram por causa desse bingo incerto chamado vaidade


O caos não mora onde há mais natureza

E sim em pessoas concretas como os prédios sem purezas 

Enquanto a briga de time continuar 

O tanto de intriga se instaura um regime mais que secular 


O brasileiro ainda vive esperando um salvador de seus problemas 

Ao invés de procurar o que revive em soluções onde compreende a dor de seus dilemas

Não deveriam empurrar tudo com a barriga 

E sim precisariam lutar com tudo em consciência e sem briga




A flor pequena

 

A flor pequena

Na cor serena

Do leve rosa

E se releve na prosa


No dia quase todo nublado 

Do guia da fase ao jogo herdado 

É um momento simplificado de se ver 

Até num sentimento explicado a se rever 


Um pouco de cada vez 

Num louco da escada que se fez

A gente vai subindo com a humildade 

Na mente vai que descobrindo a nossa verdade 


 🏵




Saudades do Blanc

 

Todo o dia seis que passou

Irei recordar de ti que nos deixou

De cada mês será recordado

Por todo o tempo crescerá aqui por dentro guardado 


Dos seus miados

Aos teus legados 

Do pãozinho 

Desse ser mansinho


Me dói não te ver 

Só corrói sem te ter

A saudades bate

E tudo rebate


 🏴🥲




segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

O Espelho Verdejante

 

O reflexo esverdeado 

E que perplexo é o tom do legado

O miado do gato 

Não é de hoje que sou grato 


Numa quinta presente

Duma tinta decente

A gente pinta com a paciência 

Na mente que trinta na inocência 


E não é fácil rimar 

Estou longe do mar

Mas tão perto do ar que venta

De que certo é amar o que te sustenta


A natureza vive a própria liberdade 

Na pureza que revive a verdade

E observar fala muito mais do que falar

De que guardar o que exala muito mais do que gritar


Os que não nos compreendem 

Irão aprenderem o que mal entendem

De algum jeito precisa se espelhar 

No peito que lhe falta a nobreza de se auto valorizar 




O Iluminar Interno

 

A luz interna

Do que reluz a externa

A criatividade mora na profundeza

Da mocidade que chora na pureza


Ela enfraquece e não se apaga

Dela se amanhece e não se estraga

Tudo vai fluindo livremente

De longe cai e sumindo sutilmente


Será que a consciência é dessa forma ?

Haverá a decência nessa reforma ?

A cada dia é uma nova descoberta

No que se guia ao que renova de mente aberta 


 🌌




É ser você na metamorfose

 


E quando penso em desistir

A natureza em seu lado intenso me faz coexistir

De que mesmo em nossas fases larvais

Tememos por vossas faces fatais 


Um período que passamos 

Desde lanchando e indo por outros planos

Por lugares diversos como os biomas

Em lares reversos feitos como os genomas 


Já em outras situações nos reservamos nos casulos 

Entendendo os lados internos da gente e lutamos sem estarmos nulos 

De muitas camadas profundas 

Por intuitas chamadas oriundas 


Faz parte do processo de amadurecimento 

Paz na arte desse acesso de conhecimento

De que ser diferente e fora do padrão 

Será referente em uma flora da revolução 


E finalmente chega o transformar 

De que firmemente se aconchega o que se pode ansiosamente voar 

Não é apenas de ser a borboleta e sim o receptáculo da metamorfose 

Uma realidade obsoleta de que somos destinados ao que jamais se foge 


 Ser você mesmo !!! 






O Calor?

 

E que calor

Mas por amor?

Nenhuma nuvem

Duma que não vem?


A natureza grita

Na certeza que se irrita

Mal respeitaram ela desde o início  

E se peitaram dela num fato de indício 


Da mesma que devolve

Numa moeda que se envolve

Pois toda ação tem uma reação 

Na falta de equilíbrio entre a razão e a emoção