sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

O transparecer genuíno

 

A gente tenta transparecer

Mesmo num mundo que se faz parecer

Em meio aos pequenos gestos

Bem cheio os serenos manifestos


Ás vezes a nossa própria existência não suportamos

Outrora bem sóbria pra um persistência que precisamos

Por que conhecer melhor o que somos em cada detalhe

É entender para nunca sermos apenas para os outros um mero retalhe


Ser uma espécie de crença 

É se perder na essência e se jogar na descrença 

Acaba se tornando um ateu de si

E se desaba pra ir se transformando um fanático fora de si


Por isso o conhecimento é poder

Junto com a prática e no discernimento se auto reconheder

De ir abraçando com a história 

Para se poder seguir lançando na trajetória 


Não quero que isso seja visto apenas como uma poesia

Só espero que saibam que se festeja também como uma cortesia

De algo que estou tentando expressar

Num jeito de poder me pronunciar 


De me desprender dessa densidade

No aliviar e sem depender de minha total identidade

Um hora o peixe do mar quer conhecer uma foz do rio

Assim como um feixe no ar que quer saber da voz e do vazio


E uma fagulha de eternidade é fazer dessa arte

Duma agulha que costura nessa realidade que faz parte

O tempo passa aos olhares do calendário mecânico 

Do alento se passa por pensares e dum armário orgânico 


Não quero me tornar nada exagerado

Só desejo presenciar algum existir marcado

De que naturalmente se fixa aos laços tocados

No emocional e na mente que se fica nesses pés descalços herdados








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