A gente tenta transparecer
Mesmo num mundo que se faz parecer
Em meio aos pequenos gestos
Bem cheio os serenos manifestos
Ás vezes a nossa própria existência não suportamos
Outrora bem sóbria pra um persistência que precisamos
Por que conhecer melhor o que somos em cada detalhe
É entender para nunca sermos apenas para os outros um mero retalhe
Ser uma espécie de crença
É se perder na essência e se jogar na descrença
Acaba se tornando um ateu de si
E se desaba pra ir se transformando um fanático fora de si
Por isso o conhecimento é poder
Junto com a prática e no discernimento se auto reconheder
De ir abraçando com a história
Para se poder seguir lançando na trajetória
Não quero que isso seja visto apenas como uma poesia
Só espero que saibam que se festeja também como uma cortesia
De algo que estou tentando expressar
Num jeito de poder me pronunciar
De me desprender dessa densidade
No aliviar e sem depender de minha total identidade
Um hora o peixe do mar quer conhecer uma foz do rio
Assim como um feixe no ar que quer saber da voz e do vazio
E uma fagulha de eternidade é fazer dessa arte
Duma agulha que costura nessa realidade que faz parte
O tempo passa aos olhares do calendário mecânico
Do alento se passa por pensares e dum armário orgânico
Não quero me tornar nada exagerado
Só desejo presenciar algum existir marcado
De que naturalmente se fixa aos laços tocados
No emocional e na mente que se fica nesses pés descalços herdados

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