sábado, 11 de janeiro de 2025

A coloração

 

E do preto umbralino 

Ao teto de forro fino

Da pálida cara branca 

Se é válida a tara franca 


Em meio a quase madrugada 

Bem cheio á crase alugada 

Desse aportuguesado linguístico 

Nesse condecorado meio místico 


A estranheza espanta o normalizado

Ela é a sutil forma de pureza que jamais espanta o conscientizado 

Uma coloração que merece mais respeito 

Que está na noite de toda a lunação e na prece se nosso peito


Nós somos a religação de nossa existência 

Nos tornamos mais a ação da vossa persistência 

De que crença pessoal nenhuma é a verdade absoluta 

Mas sim a experiência fatídica contínua e muito mais de uma de uma verdade que muda e se permita 


🖤




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